sábado, 17 de maio de 2008

. Como prometido .

Sanduíche com baked beans

. Indo embora .

No momento estamos em Beijing, tristes por motivos profissionais (depois explico), mas ainda mais tristes por ver a China passar por essa tragédia horrível. O grau de mobilização da população chinesa é impressionante. Milhões de pessoas estão envolvidas na ajuda aos atingidos pelo terremoto que aconteceu no dia 12, seja arrecadando/doando dinheiro, disponibilizando o próprio carro pra transportar água, comida, medicamento, vítimas. Leia mais no blog do jornalista brasileiro Gilberto Scofield.
segunda-feira, 12 de maio de 2008

. Ainda Hong Kong .


Pois é. Até agora não fizemos nada de especial, sequer vimos o show de luzes na baía. Me atacou uma dor fenomenal no pescoço e o A. não tolera bem a quentura + a umidade, então, fora uma visitinha rápida a um shopping center, temos ficado no hotel e/ou dando uns rolés pelas redondezas.

Ah, o shopping. Imenso, chiquérrimo, com todas as grifes famosas possíveis e imagináveis. Preços? Humm... não vi nada barato não, muito pelo contrário. Almoçamos num bistrô charmosinho, comprei uma lente macro pra minha câmera, uma sandália, um batom e uma capinha pro ipod. Antes de ir embora o A. tomou um copão de café. Aliás, não entendo a loucura do povo pela Starbucks. Muito nome e pouco sabor, ou como diriam meus conterrâneos, viva o luxo e morra o bucho.
sábado, 10 de maio de 2008

. p.s. .

tava sem poder acessar qualquer endereço blogspot (de novo) há alguns dias na mainland. aqui tá tudo liberado :))

. bem-vindo a hong kong! .

o primeiro acontecimento que me fez pensar imediatamente, opa, essa vai pro blog, foi o funcionário da imigração em shenyang ter demorado uns dez minutos olhando pro meu gigantesco nome. num país onde a pessoa se identifica pronunciando dois ou três fonemas, ana luísa dos anzóis pereira é motivo pra olhinhos apertadinhos se arregalarem um bocado (não que cheguem a ficar grandes, mas). foi lá, veio cá, olhou pra mim, perguntou que partes eram nome e que partes eram sobrenome, expliquei, digitou umas coisas, passou a folha do visto várias vezes num leitor ótico, carimbou e finalmente me deixou seguir em frente.

(clarice, se prepare quando for sua vez.)

ainda no duty free, fui comprar umas besteirinhas numa loja e enquanto abria a bolsa pra pegar o passaporte e o dinheiro, a moça do caixa começou a repetir uma palavra em mandarim. parei tudo e fiquei olhando pra ela, perguntando "what?". outra funcionária, com mais alma, traduziu: "passport". ah, tá, já tava providenciando. só eu que acho esquisito que num *duty free* de um aeroporto os *funcionários* não sabem falar uma coisa tão básica como 'passaporte' em inglês? enfim, a moça pegou meu passaporte e quando viu meu nome disparou a rir. rir, não, gargalhar. e chamou as outras pra rachar o bico também, apontando o dedo pro meu nome. eu me juntei a palhaçada com um HA-HA-HA bem irônico pra ver se elas se tocavam, mas aí foi que riram mais. resolvi cortar o barato dizendo "filhota, se apresse na risadaria senão vou perder o vôo". ouquei, recebi o troco, o passaporte de volta e seguimos em frente.

chegando em hong kong fomos imediatamente procurar um caixa eletrônico. dinheiro local na mão, resolvemos checar o papel com as orientações que o agente de viagens mandou pra pegar o ônibus que leva direto pros hotéis. tuuuudo errado, gate errado, terminal errado, perdemos um tempo danado e quando vimos que daquele mato não saía coelho, decidimos jogar o tal papel no lixo e dar um jeito nós mesmos. quando finalmente saímos da parte fechada e ar-condicionada do aeroporto pra pegar o ônibus, o mundo caiu: hong kong é quente. muito quente. e úmida. uma sauna. meu cabelo, mulato?, não negou e quase pude ouvir um tóin-óin-óin quando o bichinho encruou de volta às raízes e, por consequência, encurtou uns bons 5cm. mas tudo bem, o ônibus tem ar-condicionado. toca pro hotel, menino!

no caminho, a cidade vai se revelando. avenidas largas, pontes, túneis, prédios, muitos prédios, luzes, muuuuitas luzes, hong kong é uma espécie de cidade formada só por avenidas paulistas em época de natal (sem os motivos natalinos, claro).

o quarto do hotel - ai, o agente de viagens... - é tão pequeno, tão pequeno, que se a gente entrar muito "decomforça" periga atravessar e sair voando pela janela. ainda bem que é terceiro andar.
segunda-feira, 21 de abril de 2008

. "meu, não dá pra explicá..." .

tenho acompanhado o caso do assassinato da menina isabella pela internet e venho procurando me manter neutra, sem pré-julgamentos.
acabei de ver, porém, a entrevista que o pai e a madrasta da menina deram para o fantástico.

não entendi um monte de coisas:

1. a linguagem corporal da madrasta: sentada ao lado do marido (ou seria de costas para o marido?), agarrada a uma almofada no encosto lateral do sofá, o corpo inclinado para longe dele, a mão direita enfiada entre as pernas cruzadas ou contida pela mão esquerda. em nenhum momento ela olhou ou tocou o marido.

2. a linguagem corporal do pai: calmo, em muitos momentos sorridente, sem nenhum traço de revolta ou desespero perante a perda de uma filha. nem a possibilidade de ser condenado e ir para a prisão parece abalar o equilíbrio emocional dele.

3. o casal não se toca, não se consola, não se apóia num momento de sofrimento e dor.

4. comassim o casal nunca brigou com os filhos, nunca levantou a voz ou a mão para os filhos? é possível um casal com três crianças *nunca* perder a calma?

5. como um casal - adulto, harmonioso e feliz - briga porque um liga e não consegue falar com o outro? ou porque um quer ir jogar futebol e o outro não quer "deixar"?

6. tendo em vista a probreza de vocabulário, a construção gramatical capenga e a dificuldade que
demonstrou em concatenar idéias, como o pai:
6.1. passou num vestibular?
6.2. se formou?
6.3. em direito?!?!

7. o pai é normal, assim, normal normal?

8. como os advogados que assessoram esse casal permitiram que essa entrevista fosse feita,
expondo o comportamento atípico do casal (em face da situação) em rede nacional por longuíssimos, repetitivos e intermináveis 36 minutos?

. não é bem assim... .

viajar é bom, muito bom. vivenciar culturas diferentes é fantástico. manter a mente e o coração abertos para o novo é, além de recomendável, salutar e de quebra ainda pode render gratas surpresas.

minha condição de viajante é muito sui generis porque não sou a típica turista - aquela pessoa que junta uma grana, *escolhe* um lugar pra visitar durante um período de tempo que varia entre 15 dias e um mês, visita lugares típicos, tira centenas de fotos, se diverte e volta pra casa, nem sou a imigrante - aquela que se muda de mala e cuia pra um lugar e tem que descobrir como funcionam o sistema de saúde, o transporte público, o mercado de trabalho, o aluguel de apartamentos, etc. viajo a trabalho, coordenando projetos que duram, geralmente, de uns poucos meses a um ano, fico hospedada em hotéis e tenho sempre uma pessoa (que costumo chamar anjo-da-guarda) pra ajudar com tradução, saques de dinheiro em bancos, médicos, etc.
se por um lado experimento mais da cultura local do que um turista, por outro lado passo batida em relação a essas tarefas chatas e inevitáveis do cotidiano.

isto posto, é importante lembrar que a maneira que nós "lemos" um lugar novo é influenciado basicamente por dois fatores: a motivação e o tempo.

tomemos, como exemplo, a disney. para muitas pessoas - inclusive adultos - encontrar o mickey e a cinderela, assistir a queima de fogos no final do espetáculo, brincar nos brinquedos do parque é o que há. já pra outras pessoas a disney não significa absolutamente nada, elas estão mais a fim de curtir as maravilhas naturais desse planeta e sonham é em ir pra austrália e mergulhar entre os recifes de corais. trocar as passagens desses indivíduos é confusão na certa, concorda? pois bem, essa é a parte da motivação.

o fator tempo também é importante, já que passar uma semana sem internet ou celular, numa pousadinha escondida em campos do jordão, pode ser maravilhoso pra recarregar as energias, mas como seria passar 6 meses lá, sem poder sair pra lugar nenhum? mesma coisa com las vegas ou qualquer outro lugar, pra ser bem franca. chega uma hora que aquilo não é mais tão bacana e começa a dar nos nervos.

voltando ao meu caso, a minha motivação é o trabalho (não escolho pra onde vou, me mandam ir pra lugar X ou Y) e o tempo geralmente é maior do que eu gostaria. é muito fácil ser tolerante com uma cultura diametralmente oposta à minha se estou ali por uma semana. tudo adquire um clima de oba-oba, olhe que pitoresco!, nossa como é lindo!, puxa, que engraçado/estranho/diferente! ouquei, agora dá licença que vou fazer as malas, voltar pra casa, onde tudo é familiar e seguro e tirar meu óculos de lentes cor-de-rosa. ficar por um longo período de tempo é diferente, muito diferente. Deus é testemunha do meu esforço: se o assunto não envolve sujeira, lixo e rato, não reclamo, não critico, não sugiro aaah, mas voces deveriam fazer assim ou assado. calo a minha boca, sorrio, faço o possível para não ferir suscetibilidades e sigo em frente.

mas sou normal, me espanto com coisas diferentes das quais estou acostumada. ah, anita, mas voce está enxergando tudo com os seus olhos de ocidental. oi? alô? e era pra eu enxergar com os olhos de que mesmo? by the way, eu não sou um livro em branco e tenho minha própria cultura, ora mais! é im-pos-sí-vel não reagir - positiva ou negativamente - a usos e costumes que não fazem parte do meu dia-a-dia.

outro ponto: muita gente fala em "respeitar" os costumes alheios e eu digo que às vezes isso é possível, às vezes não. exemplo? a demonstração pública de carinho entre casais na índia não é permitida - não respeito, acho uma besteira sem tamanho, apenas tolero. tirar catota do nariz em público na china - não respeito, acho de mau-gosto, anti-higiênico, mas tolero. assassinar crianças do sexo feminino (na índia e na china), não respeito, não tolero, não aceito, não entendo, não compreendo, não quero compreender e tenho raiva de quem compreende. não não não não NÃO. a atenção e reverência pelos mais velhos (também na índia e na china) - respeito, acho lindo e lamento que grande parte do mundo ocidental tenha perdido essa característica.

tudo isso, mais o stress monumental do trabalho, cansa muito. não ter a certeza da transitoriedade - no caso do turista, nem da permanência - no caso do imigrante que se vê contra a parede e é quase forçado a assimilar parte da cultura alheia o mais rápido possível (pra seu próprio bem e sanidade mental) - é extenuante.

e voce? o que tem que "respeitar" e "entender" todos os dias?
domingo, 20 de abril de 2008

. aniversarios - das comemoracoes estranhas .

essa eh a segunda vez que passamos aniversario na china. uma palavra: bizarro.

ja falei como o meu foi comemorado? nao? pois bem: restaurante chines metido a ocidental, salinha reservada como de costume, coroa de papel (usada por mim), chapeuzinhos de papel (usados pelos convidados), buque de flores, bolo enorme (bem gostosinho!) que foi prontamente devorado por todos. com cerveja. depois do bolo comecou a chegar bife ao molho de pimenta, batata-frita, amendoim, salada (de vegetais e frutas), sopa, pipoca, pizza, cafe, cha. tudo ao mesmo tempo agora. mas foi divertido.

essa semana foi aniversario do A. vamos comemoraaar? boraaa. fomos jantar num restaurante tipicamente chines com todas as comidas chinesas tradicionais, na salinha reservada tradicional e nas tipicas quantidades batalhonescas. entenda que isso tudo ta acontecendo em plenas 18h. barriguinha pra la de feliz depois de uma refeicao pantagruelica, soube que estavamos a caminho do KTV, mais conhecidos por nos, brasileiros, por karaoke. oba! meu primeiro karaoke! tem varios pela cidade, mas fomos num que fica em um hotel bem no centro. quando a porta do elevador abriu nos vimos de frente pra um saguao iluminado com uma luz vermelha, a moda inferninho. fomos guiados para uma sala bem grande com um sofazao em forma de L, um telao imenso em uma das paredes e um computador onde se escolhia o repertorio. jogo de luz, almofadas com tigres/panteras estampados, a mesma luz vermelha. pra beber, cha e cerveja. pra comer, frutas, gelatininhas, docinhos, bombons. cerveja E docinhos. tres "hostesses" foram trazidas pela gerente (?) e o nosso amigo chines que estava bancando o anfitriao dispensou uma e ficou com duas. os chineses cantaram (um deles berrou) musicas chinesas, eu me esprangi cantando umas em ingles, um dos meninos da fabrica se animou com uma daquelas musicas tum-tum-tum de boate e saiu pinotando la pra frente numa mistura de danca e nado cachorrinho (ele ficava "remando" o ar com os bracos alternadamente - *muito* estranho), outros jogaram dadinhos e la pelas tantas, quando um dos inspetores comecou a cantar uma musica em homenagem a maotsetung, resolvemos que tava tarde - quase meia-noite - e precisavamos ir embora. foi bom, nos divertimos tambem.

fico devendo as fotos.

. bernardo .

19 de abril de 2008.
bem-vindo, querido. sinta-se muito acarinhado e nao se assuste, nao tenha medo, papai xande, mamae karin e sua irmanzinha sophia vao tomar conta de voce direitinho.
um beijo grande da tianita.
quinta-feira, 6 de março de 2008

. mais impressoes .

ouquei. vim pra china a primeira vez ano passado, entre marco e abril, fiquei em uma cidade relativamente grande (wuhan), num hotel bem confortavel e numa area bem nobre. foi um sonho - principalmente comparado com o chiqueiro de porco que era gandhidham. agora que estou aqui em liaoyang, cidade pequena (2 milhoes de habitantes, pelos padroes chineses, eh cidade pequena), num hotel onde as estrelas precisam de uma bela esfregada com brasso, e as coisas sao um pouquinho diferentes (e iguais, mas so agora to admitindo).

. agua quente: de onde eu venho, tomar agua quente eh uma das tecnicas usadas para induzir o vomito, mas aqui tomar agua gelada eh quase um crime, faz mal.

. cerveja quente: aih ja eh quase uma heresia, mas eh como eh. voce pede uma estupidamente gelada e vem uma garrafa (de 500ml) ligeiramente acima da temperatura corporal. eh de lascar.

. almoco as 11 e jantar as 17: putz, as 11 da manha eu ainda to tentando digerir o ultimo bocado do cafe-da-manha. ou esse povo comeca a comer ainda de madrugada ou todo mundo tem uma draga no lugar do estomago.

. as quantidades: e por falar em draga... ja falei isso antes, mas vou falar de novo. nao sei se eh uma maneira de mostrar hospitalidade, se eh um sintoma da "liberdade" recentemente adquirida ou se eh assim mesmo, mas em todas as refeicoes que a gente fez em restaurante foi pedida uma quantidade absurda de comida. daria pra alimentar pelo menos o dobro das pessoas presentes. e o povo aqui COME que nao eh brincadeira.

. os pratos 1: a comida eh deliciosa, mas as vezes o visual eh meio complicado para os padroes ocidentais, tipo, uma ave com cabeca e bico e tudo. meio explicito, mas tudo bem. como nao sou muito fa de sopas, as vezes passo aperto, mas nada muito serio. o que definitivamente nao entra eh tofu, quem me conhece ja sabe, mas aqui nao tem aquele tofu japones completamente sem gosto - motivo, alias, pelo qual eu nao sou chegada - e sim um tofu absolutamente fedorento e com gosto de espirro. muito ruim.

. os pratos 2: os pratos em si, a louca (loussa) - melhor dizendo -, nao sao os ocidentais. as vezes sao do tamanho de um pires, com uma cumbuquinha do lado para a indefectivel sopa. fica dificil saber a quantidade que se come, ja que a a gente se serve pouco a pouco.

. as demonstracoes publicas do que eh *absolutamente* privado: arrotar, peidar, cuspir, limpar o nariz ou a orelha - tudo normal e socialmente aceito. eu nao ligo muito, sei que eh cultural. ja falei que eles mastigam de boca aberta, falam com a boca cheia e fazem tiziu?

. a moda: minha primeira impressao, ano passado, em uma cidade maior, mais cosmopolita e numa vizinhanca mais chique, meio que me deslumbrou. aqui "em nois" a coisa eh bem diferente. muito brilho, no lugar errado, na hora errada, umas botas equivocadas, uns cabelos frisados horrorosos, umas plumas (!), enfim.

. a consciencia politica: nula. o povo realmente acredita que o estado estah aih pra dizer pra voce o que eh bom e o que nao eh. eu fico incrivel com isso.

. o bairrismo: nosso inspetor chefe, um cara jovem, que mora em beijing, que tem contato com pessoas do mundo inteiro, nao sabe o que eh maionese, nao quer saber e ja disse em alto e bom som que "experimentar comidas de outros paises eh uma tarefa muito dura". sem comentarios.
quarta-feira, 5 de março de 2008

. modo pollyanna .

desde de manha que ta rolando uma ventania assustadora. serio. se o caboco nao tiver muito lastro, sai voando, daih a segunda vantagem de ser gorda. porque a primeira eh ser menos propenso a osteoporose.

tergiversei?

p.s.: acabei de digitar as tags e vi que nada faz sentido com nada. -to consertando todas as tags de todos os posts (27 de Setembro de 2010)
ah, p.p.s.: karin perguntou nos comentarios do post passado o que eh fininha. tambem conhecida como chicotada ou como a unica coisa no mundo mais rapida do que a luz e o pensamento, fininha eh a mesma coisa que mal-estar intestinal (so porque hoje eu to fina - hohoho)
e p.p.p.s.: alexandre limaverde perguntou por email se nao tem foto minha aqui no blog. nao tem, fio. nao me acho fotogenica, to muito acima do peso, se nao eh a pele eh o cabelo que ta uma droga, e, pra completar, sou timida. ai, ai, fazer o que? :)
segunda-feira, 3 de março de 2008

. updatando .

. passei o fim-de-semana de fininha, mas hoje acordei completamente curada. se a gente tivesse programado algum passeio daria pra pensar em mandinga, mas que nada, domingo (ontem) foi puxadissimo la na fabrica.

. ja falei que comi carne de cachorro? pois comi. com pena, com remorso, mas comi. o que nao se faz em nome da ciencia? eu olhava aquelas fatias de carne e via um focinho molhadinho com dois olhos pidoes, aih tive que abstrair, pensar que era um animal como a vaca, o frango (lembrou do desenho? eu sim!), o porco. na verdade eh um tabu, eh cultural, ainda assim me foi penoso experimentar. nao gostei. alias, nem lembro o gosto. deletei. proximo passo: escorpioes no espeto.

. a china eh o cinzeiro do planeta. todo mundo aqui fuma, em todo lugar, a toda hora.

. meu mundo caiu: nao tem biscoitinho da sorte nos restaurantes chineses.

. o frio ta uma delicia, mas ja ta comecando a esquentar. no dia que fomos visitar o templo budista tava -12C e num determinado momento minhas bochechonas estavam completamente dormentes. so as bochechas, porque o resto do corpo estava muito bem empacotado. ateh as orelhas. comprei um gorrinho bem fofinho e quentinho, o problema eh que fiquei parecendo um mirim. temperatura agora, 23:40h: -3C.

. os - muitos - canais de televisao sao todos chineses, com excecao da bbc, do nhk, da deutsche welle e de um canal de filmes taiwanes (acho). o engracado eh que esse ultimo passa os filmes estrangeiros mas com um porem: todos os unicos filmes veiculados tem que ter um personagem chines. TODOS. incrivel! daih voce tire o grau de cabulosidade desses filmes.

. ja falei que os blogs do blogspot sao bloqueados aqui. a wikipedia tambem. a salvacao foi a simone que deu a dica do bloglines que permite a leitura dos meus blogs favoritos, so nao da pra comentar...

. voltando ao templo que visitei: budista, lindo, uma mistura louca de chines com indiano. tem o primeiro, menor, depois o segundo e por ultimo o terceiro, maior, com um gigantesco buda dourado, sentado, sorridente, segurando uma flor de lotus na mao direita. nao dava pra tirar fotos do interior dos templos, mas pelo exterior da pra imaginar o que ta dentro, ne?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

. so na china... .

... voce pede um club sandwich e alem das fritas vem uma porcao de baked beans (sabe aquele feijao cozido meio doce que os ingleses gostam de comer no cafe-da-manha? pois). e gelado.

importante frisar que pedir o tal sanduiche no room service, sozinho, ja rende um post. o outro lado atende com um "ni hao, fung lung ping pong chun tchua ma?" e voce responde meio sem graca good evening. aih a mocinha diz "wait please". e eu espero. e espero e espero. aih alguem vem, pega o telefone e vai logo avisando: slowly, ok? ok. repito uma, duas, tres vezes, bem devagar, e nada da menina entender. peco pra ela vir aqui no quarto, two zero zero two (eeeeee, numero eh mais facil de entender) anotar o pedido.

ah, nao tirei foto porque o sanduiche demorou um seculo pra chegar e eu tava varada de fome. fica pra proxima.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

. da janela - liaoyang, china .

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

. ni hao ma .

dois meses e muita correria depois, voltamos ao trabalho, dessa vez na china. eh engracado ter mais tempo sobrando quando se estah trabalhando, mas... as ferias foram tudo menos ferias, me descadeirei toda desfazendo e fazendo mala, organizando caixas, indo a dentista, medico - cujos exames ficaram por fazer porque nao deu tempo -, banco etc.

a viagem pra ca foi loooonga, mas tranquila. viemos pela emirates e os unicos assentos disponiveis eram na primeira classe, agora imagine aih o luxo. cada assento era uma especie de cabine, com portinha corredica e tudo, comida bem gostosinha, uma selecao de vinhos otima, tv de alta definicao (das grandes, nao era aquela telinha que embute no braco da poltrona nao!), pijama, champagne, enfim. o aeroporto de dubai eh um grande duty free.

a china, depois do caos provocado pelo clima durante a celebracao do ano novo lunar, estah mais organizada, gracas a Deus. estamos em liaoyang, provincia de liaoning, e ainda estamos nos ambientando. A. foi pra um jantar, eu preferi ficar no hotel. ainda to digeringo o almoco, por sinal, delicioso. esse povo come que nao eh brincadeira. e sao magros!! como eh que pode, pulamor??

p.s.: daqui nao posso abrir o blog, da uma agonia apertar "publicar postagem" e nao poder ver o resultado final.
sábado, 8 de dezembro de 2007

. mais curtitas .

ouquei, ja tava passando da hora de vir aqui e fazer um update dos últimos acontecimentos.

.. essas férias não estão bem com cara de férias. tão mais com cara de super check-up. dentista, oculista, ginecologista etc. a parte boa é que até agora tá tudo direitinho.

.. A. chegou dia 22 e dia 06 voltou pra china. volta dia 16. parece combinado pra quando o sujeito finalmente organiza o sono ter que mudar tudo de novo.

.. minha mãe tá com diarréia há mais de um mês. hospital, médicos, exames e uma meia dúzia de possíveis diagnósticos depois, a bichinha já tá melhor.

.. tô com uma gripe danada. acho que não pego uma gripe há mais de dois anos, não dá nem pra reclamar. pelo menos aconteceu numa boa hora, já que não tenho que trabalhar com dor de cabeça e nariz escorrendo.

.. todo mundo planejando natal, reveillon e eu aqui sem poder programar nada.

.. vontade de ir de novo lááá no final da praia, comprar um quilo de camarão fresquinho, pedir pra dona maria fritar e comer tudinho acompanhado de uma cerveja gelada.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007

. da janela - fortaleza, brasil .

terça-feira, 13 de novembro de 2007

. enfim, em casa .

mas em casa mesmo, tô no meu ceará! já comi caranguejo, ostra, bolinho de macaxeira com carne-de-sol e nesse momento o único som que entra pela janela do quarto é dos verdes mares bravios se quebrando em ondas. minha mãe - que veio ficar uns dias comigo aqui em fortaleza - dorme tranquila na cama ao lado.

os consulados foram irrepreensíveis: o americano conseguiu marcar uma reunião com o chefe do departamento de imigração e o brasileiro enviou um funcionário pra nos acompanhar. fomos muito bem atendidos por ambos e a sensação de ter com quem contar em terra estranha é incrível. mais não falo e nem conto porque, sinceramente, esse assunto já deu o que tinha que dar e tudo o que eu quero agora é deixar essa mágoa virar história e ficar lembrando não ajuda.

dúvida cruel do dia: baião-de-dois com manteiga-da-terra e paçoca de carne-de-sol (com banana acompanhando, claro) ou churrasco?
terça-feira, 6 de novembro de 2007

. trincando os dentes .

ainda em mumbai. ainda na india.
na madrugada de domingo pra segunda fomos ao aeroporto, fiz o check-in - tão feliz, eu - despachei as malas e quando fui passar pela imigração fiquei sabendo que o visto é válido, ouquei, mas precisava ter um raio de registro porque extrapolei 15 dias em uma única visita de 180 dias a india.

não posso deixar o país.

fui levada ao escritório da imigração cheio de mulheres em condições semelhantes. somente mulheres. muitas, como eu, perderam seus voos. perguntei o que fazer, a onde me dirigir, que documento produzir, mas a única resposta foi "voce pode tentar novamente amanhã".

liguei pro A. pra avisar que ele também não poderia ir a lugar algum. como o voo dele só iria sair às 5 da manhã, ele ainda não tinha feito o check-in e o desmantelo foi menor. pedir a bagagem de volta no balcão da companhia foi a coisa mais humilhante. a essa altura eu chorava e chorava, completamente sem norte, sem saber o que fazer e ninguém falava o "que" era preciso fazer.

voltamos pro hotel e danei a procurar na internet o que diabo era aquele tal registro. achei. teoricamente é preciso pagar uma taxa de US$ 30.00 pra fazer o registro fora de época, receber o documento e ir embora. simples, né? né não. não existe um lugar no aeroporto onde isso possa ser feito, o escritório central diz que não podem fazer isso aqui em mumbai e pelo jeito teremos que voar de novo pra gandhidham pra pegar esse documento que ninguém sabe quanto tempo leva pra ficar pronto. mas estamos providenciando. o mais interessante é que o visto no passaporte diz uma coisa, o site do governo indiano diz outra, a moça do escritório de imigração no centro de mumbai (fomos lá ontem a tarde) diz outra e nem o consulado em são paulo nem os oficiais no aeroporto disseram coisa nenhuma. e ainda tive que ouvir de um cidadão indiano que EU é quem deveria correr atrás desse tipo de informação. ora, quem vai a um consulado pra dar entrada num visto tá fazendo o que, pulamordedeus? eu achava que era obrigação do consulado me dar toda a orientação necessária a fim de que eu pudesse fazer tudo direitinho. mas parece que eu tô errada. tem nada não, vivendo e aprendendo.

não tô reclamando porque exigiram um documento faltante. tô, sim, emputecidíssima com a completa falta de orientação sobre como proceder nesses casos e por não ter sido avisada disso pelo consulado em são paulo.

eu morro e não vejo tudo.
enquanto todos os países do mundo caçam estrangeiros com um fio de cabelo fora do lugar pra mandar de volta pra casa, aqui na india eles lhe agarram e não deixam voce ir. e o meu consolo é que eventualmente eu vou dar o fora daqui, mas essa raça de burocratas que adora atrapalhar a vida dos outros vão ter que ficar.

vamos ver quem ri por último.

update: todas as autoridades indianas - de mumbai a gandhidham, do departamento de imigração ao departamento de polícia - se recusam a fazer o tal registro e receber a tal multa. os consulados brasileiro e americano foram acionados.
sábado, 3 de novembro de 2007

. curtitas .

. estamos em mumbai, nos preparando pra deixar a india - EEEEEEE! - no mesmo hotel em que passamos a primeira noite quando chegamos. fim de um ciclo.

. jantei carne. carne. boi. muuuuuuu. de verdade. e vegetais. todo mundo: EEEEEEEEEE!!!

. vou passar um bom tempo sem comer macarrão, arroz e feijão. ouquei, exceção aberta pro feijão - verde, de corda, com nata e queijo coalho.

. saimos de gandhidham em boa hora: ontem, enquanto viajávamos pra cá, o "dono" do paquistão declarava lei marcial, a segurança foi redobrada na fronteira, benazir bhutto - que estava em dubai - já tá voltando pra karachi, todo mundo já deu pitaco (por "todo mundo" entenda os states) e voce já pode imaginar a caixa de abelha africana prontinha pra ser cutucada.

tem sempre uma coisa pra estragar a alegria da gente?
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