sexta-feira, 15 de agosto de 2008

. Novidades .

. Finalmente temos internet decente. 

. Os filhos dos donos da casa (que moram em cima), os filhos do irmao do dono da casa (que mora em cima, ao lado) e a matriarca da familia (que mora atras) voltaram das ferias. E voltaram com pulmoes excelentes, cordas vocais afiadissimas. Meu sossego estah em suspenso ateh o meio de Setembro, quando comecam as aulas. Pelo menos assim espero. 

. Ontem consegui dormir la pelas 4 da manha por causa do calor. A previsao eh de 39 graus no sabado e 38 no domingo. Ai, um leque... 

. Hoje, 15 de Agosto, eh feriadao aqui. Dia da morte de Nossa Senhora. Perguntei que hora comecam as festividaes ou panegyrikos (pan = todos, gyrikos = povo) e fui informada que seria as 11. Da manha?? - perguntei em horror, Nao, da noite, e vara a madrugada, ateh 6 da manha do dia seguinte. Faz um certo sentido. 

. A vizinha que mora algumas casas alem, descendo a rua, eh estranha. Toda noite ela abre a mangueira e dana a jogar agua la embaixo. Ontem foi pior porque alem da agua, teve sabao. E escovao. Nao quis crer quando ela desceu as escadas e comecou a esfregar furiosamente o asfalto. Depois subiu, abriu a mangueira de novo e "enxaguou" tudo. 

. Outro dia fui desejar boa noite pras criancas. Mama (a matriarca) tambem dava boa noite pros netos e ouvi um negocio fantastico: "Glika onira!" Glika, glica, glicose, acucar, doce. Onira, onirico, sonho. Doce sonho. Sweet dreams. 

. Ah, as criancas aqui dormem bem tarde. Mais de meia-noite e o alarido a toda. Talvez porque eh verao, nao tem escola. Outra coisa, elas brincam muito entre si, andam de bicicleta, nao percebo muita TV. Bacana. 

. Depois de 2 anos vivendo em hoteis estou me deparando com o outro lado da moeda. Todo mundo sabe daquela historia que diz pra ter cuidado com o que se deseja porque pode virar realidade, ne? Pois bem. Estamos morando em uma casa e a coisa tambem nao eh um mar de rosas. Viver em hotel eh totalmente pessimo, come-se mal porque a comida eh sempre meio pesada e o tempero comeca a abusar no final da primeira semana, sua latitude se resume a, no maximo, um arranjo sala-quarto-banheiro, a arrumadeira bate na porta, a roupa volta da lavanderia, seu passaporte fica num cofre e por aih vai. Agora estamos morando em uma casa e, claro, estamos muito melhor instalados, comemos coisinhas mais saudaveis, muito mais espaco fisico pra espalhar os breguecos - sem precisar de cofre!, mas estamos praticamente numa ilha. Se a TV/chuveiro/ar-condicionado nao funciona num hotel, eh so chamar alguem e pronto. E numa casa, voce chama quem? O dono, que, feliz ou infelizmente, mora em cima. E eh praticamente um favor que se pede! Num hotel alguem tem a minima obrigacao de falar um tico de ingles, mas aqui nao, a barreira da lingua fica uns 40 metros mais alta e a gente se ve dependendo da boa vontade de um, da disponibilidade de outro. Nao to nem falando de cozinhar, limpar, lavar roupa e pratos, eh a dificuldade da comunicacao *mesmo*. Super frustrante, mas ainda assim, mil vezes nossa casinha com varanda estreita e portao de ferro puramente decorativo (tao alto quanto minha cintura e sem chave). 

1 comments:

Simone Takayama disse...

Uau, Anita! Você tá na Grécia, é? E por aí, fica bastante tempo? Lendo esse seu post sobre os probleminhas que aparecem na casa (que, só por acaso, fica num país que não é o seu e onde o povo, definitivamente, não fala sua língua) e como resolvê-los, me lembrei (com nostalgia, confesso) do nosso primeiro ano na China ... hehehe ... Era assim exatamente: se o ralo do banheiro entupisse eu, literalmente, chorava! Você deve entender o por quê!
Beijos!
Si

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